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Publicado em 26 de junho de 2012 | por Trevor

Personagens Prontos #1: Gustavo Garcia

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Saudações Criaturas da Noite e RPGistas!

Este é o primeiro de uma série de posts que vou destinar à personagens prontos. O objetivo é formar com o tempo um banco de dados com personagens suficientes para popular uma cidade com seres sobrenaturais. Caso você tenha algum personagem que queira compartilhar, sinta-se à vontade para enviar no email contato@luasombria.com.br.

Personagem: Gustavo Garcia
Jogo: Vampiro: o Réquiem

Gustavo é um Mekhet recém abraçado. Passou a vida trabalhando para a Polícia Civil, mas agora que é um vampiro não poderá continuar. Melhor que todos pensem que ele está morto.

A ficha deste personagem pode ser baixada aqui. Procurei focar os pontos para que o personagem atue como um bom investigador, mas sinta-se à vontade para modificar como quiser. Caso queira, você também pode usar nosso gerador de fichas em PDF para criar uma que seja mais adequada à sua crônica.

 

Vingança. Isso era tudo o que eu queria. Quando cheguei nesse ponto, percebi que não tinha mais nada a perder além da vida. Mas para ser sincero, ainda não encontrei uma definição exata para isso. Dediquei tudo o que eu chamava de “vida” para fazer a coisa certa, e não obstante, o mundo corrompia ou devorava tudo de bom que havia ao meu redor, como um terrível câncer.

Entrar para Polícia Civil foi como abrir a cortina de uma janela e ter a vista de toda podridão da escória humana empilhada sob um céu cinzento e hostil. Atuando como detetive, precisei mergulhar nessa podridão para conseguir capturar o que havia de pior no mundo. Só não perdi minha sanidade no início por ter Luana ao meu lado. Ela foi a melhor esposa que um homem poderia ter, até ser terrívelmente assasinada por mafiosos que queriam ver minha vida acabada.

As lembranças do corpo pálido de Luana extendido sobre o lençol ensanguentado me assombra todas as noites. Beijar seus lábios frios foi como ser sugado para um abismo sem fim. Naquele momento, mais do que nunca, eu precisava afundar ainda mais para vingar sua morte. Foi preciso torturar muita gente até chegar ao responsável pelo assasinato de Luana. Por fim, um dos seus contatos revelou-me o local onde ele se encontrava com os compradores de armas. Seu nome era Fernando Cortez, um traficante de equipamentos bélicos que usava sua importadora de azeites como fachada.

Eu não tinha provas o suficientes para colocar Fernando na cadeia. Mas eu tinha arma, munição e desejo de vingança. Era mais que happy wheels demo o suficiente para ir atrás dele.

Cheguei até o galpão onde Fernando iria receber o dinheiro das armas. Fiquei em um canto à espreita, aguardando o momento certo para mandar um pente de balas devorar a carne daquele maldito. Eu não precisaria dizer nada, bastava deixar a Uzi falar. Mas um desentendimento entre os compradores de armas aconteceu. Em poucos segundos, o desentendimento tornou-se um tiroteio e a única coisa que eu temia era não ser homem que iria carimbar o passaporte de Fernando para o inferno.

Enquanto os corpos dos compradores de armas e dos capangas de Fernando caiam ao chão, o maldito fugia. Essa foi a hora de correr atrás dele como um cão faminto e fazê-lo em pedaços. Do lado de fora do galpão, acertei alguns tiros em sua perna. Pela primeira vez me senti bem após a morte de Luana.

Ele olhava para mim em uma tentativa inútil de se levantar. Pude ver o pavor em seus olhos enquanto eu me aproximava em passos lentos, como alguém que come lentamente sua sobremesa para apreciá-la por completo. Mas antes que eu desse cabo à vida do desgraçado, alguma coisa me atingiu sem que eu pudesse ver, e em seguida veio a total escuridão que devorou minha consciência.

Quando recobrei os sentidos, pensei que eu já estaria no inferno. Porém meus olhos rapidamente se acostumaram com a escuridão e então reconheci que estava no interior de um prédio abandonado na parte baixa da cidade. O cheiro do lugar era um misto de cigarro, mofo e urina. Porém um cheiro ainda mais forte invadia minhas narinas. Era cheiro de sangue, e de alguma forma eu associava esse cheiro a Fernando.

O odor me despertou uma grande e bizarra fome, que me levou até o apartamento da frente. Para minha grande surpresa, lá estava Fernando amarrado e pendurado como um porco no açougue. Ele estava acordado, o suor em sua testa e as lágrimas escorrendo pelo rosto exalavam medo. Fernando mal conseguia implorar por misericórdia. Eu sorri involuntariamente e senti que meus caninos se alongaram. Não parei para pensar o que aquilo significava, até eu cravar minhas presas na jugular do desgraçado. Suguei com avidez o sangue e senti o delicioso gosto da vingança descendo por minha garganta, enquanto a vida do miserável se esvaía.

Depois de concluir minha tão esperada vingança, percebi que havia um envolope próximo ao corpo de Fernando. Lá encontrei um endereço precedido da seguinte mensagem: “Se quiser saber o que houve contigo, procure-me amanhã neste local às 21 horas. Até lá, fique longe do sol…“.

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Sobre o Autor

Desenvolvedor de sistemas web, fascinado por estórias sobrenaturais e música obscura. Criou o Lua Sombria para divulgar informações sobre bandas, livros, jogos de RPG e trocar idéias com pessoas que compartilham esses mesmos vícios.



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