Diversos Cemitério

Publicado em 2 de novembro de 2012 | por Trevor

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O Dia da Morte – Tristeza ou Alegria ?

Morte – porta que todos nós atravessaremos um dia. O que conseguimos enxergar além dessa porta é bastante nebuloso. Ninguém pode afirmar categoricamente, por A + B, o que nos espera depois da morte. Então nos restam as especulações e crenças: repousar em um sono eterno? Deleitar-se eternamente no paraíso? Queimar eternamente no inferno? Ou simplesmente viajar para uma versão ampliada do mundo que vivemos com suas venturas e desventuras? Há também aqueles que acreditam que viemos de um “todo” e vamos voltar para esse “todo”.

É provável que todos vocês, ao menos uma vez na vida, já se pegaram pensando na própria morte. Mas você já passou algum tempo pensando na morte de pessoas que você ama? Pessoas que estão intrinsecamente ligadas à sua vida e rotina? Pessoalmente digo que pensar nisso é mais perturbador do que pensar na própria morte. Indo um pouco mais além, a forma como você encara a sua morte ou a de um ente querido está diretamente ligado no quê você acredita que há depois dessa porta.

No México, esse tema é encarado com alegria. O Dia dos Mortos é tradicionalmente festejado com bolo, música e doces em formato de caveirinhas!

 

A celebração do Dia dos Mortos no México antecede a chegada dos espanhóis. A prática tem suas raízes na cultura indígena, eles acreditavam que o destino das almas estava associado à natureza de suas mortes.

Os que tinham o óbito relacionado à água, iriam para Tlalocan – o paraíso de Tláloc, deus da chuva. Já os guerreiros que faleciam em combate iriam para Omeyocan – paraíso do sol, governado por Huitzilopochtli, o deus da guerra. O Mictlan era um lugar destinado aos que morriam de morte natural, e habitado por Mictlantecuhtli e Mictecacíhuatl (senhor e senhora da morte).

Quando os espanhóis chegaram à América no século XVI, se aterrorizaram com essa prática, e no intento de converter os nativos, fizeram as festividades coincidirem com as festividades católicas do Dia de Todos os Santos e o Dia dos Fiéis Defuntos. Os espanhóis combinaram seus costumes com o festival centro-americano criando um sincretismo religioso que deu lugar ao atual Dia dos Mortos. Para saber mais, dê uma olhada no artigo completo na Wikipedia.

Em nossa cultura, esse é um dia de pesar, e eu acho isso totalmente natural. Tentamos lembrar com alegria das pessoas importantes que já atravessaram a porta, mas às vezes é difícil não se sentir triste pela falta delas. Há quem demora muitos anos para conseguir superar a partida de um ente querido. Sendo assim, esse é um dia de respeito não somente aos que foram, mas também aos que ficaram.

Mas afinal, devemos prestar nossa homenagem com alegria ou com tristeza a morte de alguém?


Sobre o Autor

Desenvolvedor de sistemas web, fascinado por estórias sobrenaturais e música obscura. Criou o Lua Sombria para divulgar informações sobre bandas, livros, jogos de RPG e trocar idéias com pessoas que compartilham esses mesmos vícios.



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